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Na legislatura de 1949 os liberais, que detinham a maioria no parlamento colombiano, ante a onda de violência e a política de “sangue e fogo” do presidente Ospina Perez, aprovaram uma lei antecipando as eleições que deveriam realizar-se em 1950, para novembro de 1949.

O governo reagiu, aumentando a repressão e desencadeando uma ofensiva dos chamados conservadores contra os liberais. Inclusive, quando os liberais realizaram uma manifestação de seu candidato a presidente – Dario Echandia, até pouco antes ministro do governo Ospina Perez – a polícia disparou contra os presentes matando o irmão de Echandia. Ante essa situação, os liberais decidiram retirar-se das eleições e deixaram os conservadores concorrendo sozinhos com seu candidato, Laureano Gomes. Os comunistas, ligados aos chamados liberais, igualmente decidiram pelo boicote eleitoral.

Nesse contexto, um setor liberal dirigido por um político de nome Plínio Mendonça Neira, juntamente com os comunistas do Partido Comunista Colombiano, decidiram organizar uma resistência armada contra o governo surgindo daí as primeiras guerrilhas e a verdadeira origem da luta guerrilheira na Colômbia.

A luta rapidamente se estendeu a distintos lugares no período de dezembro de 1949 a julho de 1953. Surgiram diversos focos armados que se transformavam em guerrilha na medida em que eram atacados pela Polícia e Exército. Em decorrência, na região de Tolima surgiu o hoje legendário guerrilheiro Pedro Antonio Marin, também conhecido como “Manuel Marulanda Vélez” e “Tirofijo”, então um jovem agricultor.

Em 13 de junho de 1953 ocorreu um golpe militar, assumindo o poder Rojas Pinilla que passou a ser apoiado pelos liberais, ao contrário do Partido Comunista Colombiano que se manteve na guerrilha. Tais decisões deram fim a essa primeira etapa do movimento guerrilheiro colombiano.

No Sul de Tolima, entretanto, o Exército conseguiu o apoio dos antigos guerrilheiros liberais para combater a guerrilha comunista e lançou uma grande ofensiva para aniquilar os guerrilheiros de “Tirofijo”, que se retiraram, iniciando assim uma guerrilha de movimentos.

Em 8 de junho de 1954, em Bogotá, uma manifestação estudantil foi reprimida pelo Exército e pela polícia matando 19 estudantes. Ao final desse ano teve início uma grande ofensiva militar contra a região de Villarica, onde os guerrilheiros de Tolima se haviam refugiado, dando início ao que se denominou de segunda fase da luta guerrilheira que se estendeu a várias regiões vizinhas. A partir de então, quem dirige efetivamente a luta é o PC Colombiano e a guerrilha, restrita às áreas rurais, passou a representar um fator de peso na vida nacional.

Os partidos liberal e conservador decidiram por um plebiscito, realizado em novembro de 1957, a fim de criar um sistema de governo que denominaram de “responsabilidade compartilhada”, no qual a metade do governo seria liberal e a outra metade conservadora. Isso se estenderia ao Congresso que também seria metade liberal e metade conservador. Quanto ao presidente, um partido teria a presidência por 4 anos e o período seguinte corresponderia ao outro partido, e assim seguiria a rotação. Com a vitória no plebiscito, sob a alegação da “busca da paz”, o chamado “sistema paritário” começou a funcionar, sendo eleito presidente o liberal Alberto Lleras Camargo, em cujo governo surge o fenômeno do bandoleirismo. Ou seja, antigos guerrilheiros liberais se transformam em bandos armados que dedicam-se a atos de depredação e ataques a fazendas, para saqueá-las. A partir daí, o movimento guerrilheiro do PC retomou as armas.

Graças a um artigo constante do plebiscito realizado em novembro de 1957, segundo o qual “todas as modificações introduzidas na Constituição nos últimos anos passariam a ser consideradas nulas”, o Partido Comunista que em uma dessas modificações havia sido tornado ilegal foi, da noite para o dia, tornado legal e reabriu suas sedes.

No período presidencial de Alberto Lleras Camargo ocorre o triunfo da revolução cubana, o que provocou um enorme entusiasmo nos setores estudantis, operários e camponeses. A guerrilha se agitou e, ao final do governo Lleras foi realizado pelo Exército um ataque a uma região camponesa – Marquetália – dominada pela guerrilha e logo a seguir um outro, em 1964, tão logo o político conservador Guillermo Leon Valencia – considerado “mais reacionário” - sucedeu Lleras Camargo.

Ante o anúncio de uma outra ação contra Marquetália, os comunistas, com o apoio dos parlamentares liberais, protestaram politicamente e foi nesse momento que teve início um grande debate nacional, surgindo na cena política o sacerdote da igreja católica Camilo Torres Restrepo que se dispôs a ir a Marquetália a fim de mediar o conflito, sendo proibido por seu superior, Arcebispo de Bogotá, o que fez com que Camilo Torres rompesse com a hierarquia.

Nesse ínterim foi desfechado o ataque do Exército contra Marquetália, fazendo com que os guerrilheiros se retirassem do local. Esse ataque é considerado como tendo dado origem às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – até então denominadas “Bloco Guerrilheiro Sul” - e, a partir daí, a guerrilha se estendeu a outras regiões do país. O Partido Comunista todavia, manteve-se na legalidade, impossibilitado assim, de dirigir a guerrilha, mesmo porque ela possuía sua própria dinâmica, sua própria direção e seus comandos operativos.

Entrementes, surgiu dentro do Partido Liberal um grupo dissidente que passou a lutar contra o sistema paritário – a tal “responsabilidade compartilhada” -, propondo a volta da antiga democracia representativa, considerando que a alternância governamental entre dois partidos era vergonhosa. Esse grupo era dirigido por Alfonso Lopez Michelson que constituiu o Movimento Revolucionário Liberal (MRL), que proclamava a solidariedade com a revolução cubana, transformando-se, assim, automaticamente, em um aliado do PC Colombiano.

Mais adiante, surgiu um novo movimento guerrilheiro, o Exército de Libertação Nacional (ELN), constituído por jovens colombianos que haviam ido a Cuba receber treinamento armado. Viram o exemplo da revolução cubana e pretendiam fazer algo semelhante na Colômbia. O ELN se organiza ao Norte do país, no Departamento de Santander.

Teve início então, uma espécie de rivalidade entre o ELN e as FARC, no sentido de que representavam dois estilos distintos: as FARC eram uma organização puramente camponesa, composta por camponeses e peões agrícolas, enquanto o ELN tinha uma base estudantil: era integrada majoritariamente por estudantes que decidiram tomar o caminho da guerrilha. Outro aspecto da rivalidade foi o fato de que o ELN [*] se proclamava representante da revolução cubana e acusava as FARC de serem apenas uma organização de autodefesa.

A partir de 1964, apesar dos constantes ataques do Exército e da Polícia, o ELN e as FARC se sustentaram e cresceram.

Camilo Torres, depois de sua intenção de ser mediador em Marquetália, se destacou com suas ações políticas na Universidade e propôs a fundação de uma frente única com uma ampla plataforma: a Frente Unida de Movimentos Populares, recebendo imediatamente, esse projeto, o apoio dos comunistas, pois em qualquer situação, seja qual for o país, sejam quais forem as famosas condições objetivas e subjetivas, os comunistas sempre lutam pela construção de uma Frente. Essa Frente Unida logo se transformou em um movimento de massas e as viagens de Camilo a várias partes do país eram verdadeiros acontecimentos populares, sempre acompanhado pelos comunistas do partido comunista ortodoxo, pelos comunistas seguidores de Mao-Tsetung e pelos liberais de esquerda. Os comunistas consideraram que desde essa histórica campanha de Camilo, os cristãos e boa parte do clero da igreja católica passaram a ter um importante papel na revolução colombiana. Parece que Camilo Torres morreu sem entender nada disso...

O trabalho dos maoístas cresceu rapidamente e como falavam de luta armada e de que o poder nasce do fuzil, logo organizaram a sua guerrilha fundando o Exército Popular de Libertação (EPL) na região de Córdoba. Paralelamente, o padre Camilo Torres ingressou na guerrilha do ELN, uma vez que essa organização sustentou que Camilo abandonasse a vida pública e se integrasse à guerrilha, pois estava “queimado” pela prisão, pelos militares, de um “correio” da organização com correspondência comprometedora a seu respeito. A partir daí, a Frente Unida praticamente desapareceu. Camilo Torres foi mandado a Cuba em janeiro de 1966 a fim de participar da Conferência Tricontinental e, no regresso, um mês depois, em 16 de fevereiro, morreu em combate. O Partido Comunista sempre defendeu a versão segundo a qual Camilo, um sacerdote, foi assassinado pela decisão do ELN de incorporá-lo à guerrilha como um simples combatente e com a tarefa de conquistar seu próprio fuzil, uma vez que era norma que cada guerrilheiro deveria conquistar sua própria arma.

Em 1968, finalmente, foi tornado sem efeito o chamado sistema paritário com uma reforma na Constituição que determinou que, a partir das eleições de 1970, esse sistema de alternação mecânica de presidentes terminaria. No entanto, todos os partidos que vieram a ser fundados na Colômbia em decorrência dessa reforma, fracassariam, sobretudo quando chegavam as eleições, sempre dominadas pelos Partidos Conservador e Liberal.

O Movimento 19 de Abril, por sua vez, nasceu no interior da Aliança Nacional Popular – ANAPO - em 1973, um partido que reunia conservadores e liberais, fundado pelo general Rojas Pinilla. 19 de Abril foi o dia em que foram realizadas as eleições presidenciais em que Rojas Pinilla disse ter sido eleito, mas que foi roubado. O M-19 surgiu como o braço armado da ANAPO, dirigido por ex-dirigentes da Juventude Comunista colombiana.

Essa foi a época do apogeu do Movimento Tupamaros, no Uruguai, que concorreu para a radicalização desses jovens do M-19. Na ANAPO havia uma grande quantidade de militares ligados a Rojas Pinilla que logo se integraram ao M-19.

A primeira ação do M-19 foi o roubo da espada de Bolívar de um museu e, a seguir, partiram para ações mais audazes, das quais a mais famosa foi o roubo de armas de um quartel do Exército em Bogotá: construíram um túnel e roubaram 3 mil armas desse quartel. Isso já no governo do liberal Julio César Turbay que aceitou o Tratado de Extradição dos Narcotraficantes

A linguagem utilizada pelo M-19 era uma linguagem nova para os padrões das guerrilhas, pois a organização não se proclamava marxista e sim nacionalista e opta, no início, pela guerrilha urbana. Todavia, depois do roubo das armas passaram a sofrer uma terrível repressão por parte do Exército e se retiraram para uma região indígena do Departamento de Cauca. Mais tarde, no final dos anos 80, o M-19 renunciaria à luta armada e se transformaria em um partido político tradicional.

Em setembro de 1987 foi constituída a Coordenação Guerrilheira Simon Bolívar (CGSB) e se adotou uma declaração conjunta destinada a coordenar as ações militares guerrilheiras, marcando uma nova etapa do movimento guerrilheiro, sem nunca chegar, no entanto, a unificar o ELN e as FARC que continuaram atuando apesar da maior ou menor repressão dos governos que se sucederam.

Entretanto, além das organizações guerrilheiras abordadas nesta matéria, na Colômbia foram criadas – e algumas ainda existem – muitas outras organizações e grupos de fachada:

- A Luchar, constituída em 1984;

- MAS-Movimiento Anti-Seqüestradores, uma espécie de “Esquadrão da Morte”, constituído em 1986;

- MIR-PATRIA LIBRE – Movimiento de Izquierda Revolucionária Patria Libre, surgido em 1975;

- MPL-Movimiento Paz y Libertad, movimento de orientação maoísta que logo se integraria ao grupo A Luchar;

- PRT-Partido Revolucionário de los Trabajadores;

- PST-Partido Socialista de los Trabajadores, grupo trotskista que também se integrou ao A Luchar;

- Quintin Lame – Movimento guerrilheiro indígena;

- Unión Patriótica – Frente política surgida em 1985, com origem nas FARC e outros grupos, em aliança com o Partido Comunista;

- UNIR-União Nacional Esquerdista Revolucionária, fundada em 1933 por Jorge Eliezer Gaitán, surgida de uma corrente liberal que adotou as idéias socialistas;

- UNO-Unión Nacional de Oposición, criada pelo Partido Comunista e outros setores de esquerda em 1973;

- PSR-Partido Socialista Revolucionário, criado em 1926;

- MOEC-Movimiento Obrero Estudantil de Colombia, constituído no início dos anos 60 baseado no exemplo da revolução cubana;

- MOIR-Movimiento Obrero Independente, uma cisão do MOEC;

- Ligas Campesinas, criadas pelo Partido Comunista Colombiano a fim de estimular a luta pelo acesso à terra;

- FUAR-Frente Unido de Acción Revolucionária, surgida em 1958;

- CTS-Colectivos de Trabajo Sindical, organização político-sindical marxista que seguia as teses de Camilo Torres. Logo se incorporou ao grupo A Luchar;

- COR-Coordinadora Obrera Revolucionária, setor sindical marxista-leninista que agrupa os funcionários públicos;

- AUI-Acción Unitária de Izquierda, integrada pela União Patriótica, A Luchar e Frente Popular, fundada em setembro de 1988.

Há que ser feita, também, uma menção às Forças de Autodefesa Unidas da Colômbia.

As AUC começaram a se organizar ao final do século passado como um bando de assassinos apoiados pelos poderosos cartéis de drogas colombianos. Porém, quando a guerra de guerrilhas se intensificou, as AUC converteram-se em unidades paramilitares de direita, independentes, que matavam camponeses suspeitos de apoiar e colaborar com a guerrilha. Logo essas forças paramilitares se transformaram em um exército de combatentes preparados para a luta que estão diretamente travando enfrentamento com as guerrilhas e ganhando extensas áreas de território.

As AUC conseguiram um importante grau de respaldo popular entre a classe média da Colômbia. Com 11 mil combatentes e com o respaldo dos proprietários de terras, empresários, cultivadores de coca, as forças paramilitares se expandiram para várias regiões, especialmente as áreas fortes do cultivo de coca no Sul do país.

O crescimento das AUC pode ser atribuído, em parte, ao fracasso da administração dos sucessivos governos em erradicar a guerrilha ou mesmo avançar nos esforços de paz.

Carlos Castaño, dirigente das AUC, em duas entrevistas na TV sumamente emotivas no segundo trimestre de 2000, descreveu-se como um protetor da classe dos proprietários de terra e dos trabalhadores de classe média, temerosos de serem seqüestrados. Segundo um professor de Bogotá, "Castaño é o único colombiano que se atreve a atacar as guerrilhas e isso o converte num bom tipo".

As AUC, graças aos atuais esforços de paz do presidente Álvaro Uribe Velez, vêm sendo progressivamente desmobilizadas e seus membros integrados à vida civil.

Atualmente, as FARC e o ELN, embora constem da lista de organizações terroristas elaborada pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pelo governo dos EUA e pela União Européia, não mais são consideradas organizações guerrilheiras e sim uma reles bandidagem revolucionária. Uma multinacional do crime organizado. Esqueceram os ideais pelos quais foram constituídas, de conseguir uma mudança em favor dos oprimidos e dos explorados e se transformaram numa organização narcoguerrilheira, embora sem deixar de realizar seqüestros de pessoas, assaltos e explodir carros-bomba, bicicletas-bomba e até burros-bomba.

Como escreveu o dr Ramiro Anzit Guerrero, - presidente del Centro Argentino de Estudios sobre Terrorismo (CAET), especialista en Contraterrorismo, consultor de KLA - BE news.com, as FARC são o grupo terrorista mais poderoso da Colômbia e dominam 40% do território colombiano com a seguinte estrutura: ESQUADRA – unidade básica, composta por 12 homens; GUERRILHA – duas Esquadras (48 homens); COMPANHIA – duas Guerrilhas (96 homens); COLUNA – duas Companhias (192 homens); FRENTE – mais de uma Coluna (mais de 384 homens); e BLOCO – 5 ou mais Frentes (mais de 1720 homens).

Em 2002 as FARC operavam através de pelo menos 105 Frentes organizadas em 1.050 municípios (Fontes: Grace Livingstone, Inside Colombia (London: Latin American Bureau, 2003), 8; James F. Rochlin, Vanguard Revolutionaries in Latin América (London: Lynne Reinner Publishers, 2003), 99; FARC-EP, FARC-EP Historical Outline (Toronto: International Commission, 2000), 14; Jesus Bejarano Ávila, Camilo Enchandia, Rodolfo Escobedo & Enrique Querez, Colombia: Inserguridad, Violencia y Desempeño Económico en las Areas Rurales (Bogotá: Universidad Externado de Colombia, 1997), 133; Timothy Wickham-Crowley, Guerrillas & Revolution in Latin America (Princeton, N. J.: Princeton University Press, 1992), 109-10; Jorge P. Osterling, Democracy in Colombia (Oxford: Transaction Publishers, 1989).

Considerando que as FARC têm cerca de 105 Frentes, a uma média de 300-600 insurgentes por Frente, isto resulta no total conservador de 46 mil combatentes.

As FARC possuem militantes que se intitulam membros do Departamento Internacional, desde a Argentina até o México, passando pelo Paraguai e Honduras. Nesses países mantêm vínculos com membros de grupos de pressão de extrema esquerda e, em muitos lugares, realizam juntamente com o chamado crime organizado, atividades ilícitas como seqüestros, tráfico de drogas e contrabando de armas, além de inserir seus simpatizantes dentro de grupos sociais e de pressão. O Departamento Internacional das FARC tem representantes na União Européia, Japão, Austrália, México, Canadá, EUA, Honduras, Costa Rica, Panamá, Cuba, Venezuela, Equador, Peru, Bolívia, Argentina, Chile e Brasil, isso apesar de ser considerada pelos EUA, OEA e União Européia uma organização terrorista!

Um dos chefes máximos das FARC, “Raul Reyes” (Luiz Antonio Devia), declarou em entrevista à Folha de S. Paulo de 27 de agosto de 2003: “As Farc têm contatos não apenas no Brasil com distintas forças políticas e governos, partidos e movimentos sociais”. Folha: “O senhor pode nomear as mais importantes?” Reyes: “Bem, o PT e, claro, dentro do PT há uma quantidade de forças; os sem-terra, os sem-teto, os estudantes, sindicalistas, intelectuais, sacerdotes, historiadores, jornalistas”. Folha: “Quais intelectuais?” Reyes: “Emir Sader, frei Betto e muitos outros”.

Em uma outra entrevista, definindo a “política de fronteiras das FARC”, “Raul Reyes” assinalou que “a política de fronteiras das FARC consiste no compromisso de não realizar operações militares fora das fronteiras colombianas. Sem renunciar à construção e consolidação de relações com organizações políticas, sociais e populares de diversos países, incluídas suas autoridades governamentais”.

Essas relações, inclusive com autoridades governamentais, são enormemente facilitadas pelos contatos estabelecidos pelos membros do Departamento Internacional, bem como dentro do Foro de São Paulo, do qual as FARC e o ELN são membros. Mas essa é uma outra história...


[*] o ELN chegou a receber cerca de 3 milhões de dólares anuais, a título de "pedágio", pagos pela empresa petrofífera Occidental Petroleum, para não atacar o oleoduto da empresa que passava pela região onde os terroristas operavam. Toda a operação foi autorizada pelo proprietário da Occidental, o empresário americano Armand Hammer, antigo agente e contato da URSS nos EUA. Graças ao dinheiro pago por Hammer, o poderio do ELN foi consideravelmente aumentado durante a década de 1980, conforme relata o jornalista Edward Jay Epstein em seu livro Dossier Armand Hammer.

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